Almoços

Eu fui almoçar com um menino hoje. E eu gostaria de dizer que eu não achei que iria conseguir fazer isso. Me colocar a disposição de alguém que pode me machucar. E foi um bom almoço. Mas eu também gostaria de dizer que não é como contigo, não é conversas infinitas e assuntos intermináveis. É estranho. Eu me olho e vejo uma pedra congelada. E é tão difícil. Relações humanas. Conversas. É tão cansativo. Desgastante. Ameaçador. Porque parte de mim quer se abrir e permitir que coisas aconteçam ou não. Parte de mim quer dar esse pulo no desconhecido. E outra parte de mim, sabe que a lei da gravidade faz com que tudo que pula caia no chão. E eu já aprendi, contigo, que cair no chão dói. E eu não sei se eu quero sentir essa dor toda de novo. O tempo de recuperação é muito grande. Eu quero conseguir falar. Entregar. Interagir. E agora sempre que eu penso em fazer isso, eu penso em cair e resolvo não pular.

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